Archive for novembro \29\UTC 2006

29/11/2006

no one has ever looked so dead
like me.

mas ok, honey. não tenho problemas sérios demais.

só um pouco de insônia, aliás.

é tudo frescura. pau no cu.

23/11/2006


Coisas que só um bobo falando com outro bobo faz.

*

Me drogando com fandangos de presunto.
tão servidos?

23/11/2006

oi!
tudo bom?
como vai sua insignificante vida?

*

I really don’t care, honey.

08/11/2006

eis que estava no msn, e de repente uma janelinha pisca. alguem me adicionando.
um tal de “anjo cafageste” – é, cafa”g”este.

transcrição do papo:

Äńĵõ •˚• Ĉäfåġėşŧě diz:
oi

.breno . .baby, i’m a man, i was born to hate. diz:
oi

Äńĵõ •˚• Ĉäfåġėşŧě diz:
tem foto

.breno . .baby, i’m a man, i was born to hate. diz:
nao esta vendo?

Äńĵõ •˚• Ĉäfåġėşŧě diz:
hummmmmmmmmmm
tc de onde
idade

.breno . .baby, i’m a man, i was born to hate. diz:
laranjeiras
24 anos.

Äńĵõ •˚• Ĉäfåġėşŧě diz:
abre a cam

.breno . .baby, i’m a man, i was born to hate. diz:
pra q?

Äńĵõ •˚• Ĉäfåġėşŧě diz:
quero te ver
altura e peso

.breno . .baby, i’m a man, i was born to hate. diz:
é um exame médico isso?

Äńĵõ •˚• Ĉäfåġėşŧě diz:
é

.breno . .baby, i’m a man, i was born to hate. diz:
ah

Äńĵõ •˚• Ĉäfåġėşŧě diz:
curti o q

.breno . .baby, i’m a man, i was born to hate. diz:
nao, eu nao tenho tomado remédios recentemente. só analgésicos, aliás.
sim, eu fumo e bebo.
não, eu não faço exercício físico.
sim, tenho histórico de doenças cardíacas na família.
os exames? eu não fiz, tenho medo de agulha.
o que mais, doutor?

Äńĵõ •˚• Ĉäfåġėşŧě diz:
vai tomar no cu

*

e fui bloqueado, desde então.
será que fui grosso demais?

08/11/2006

e isso tudo me leva a 1748, mês de agosto.

era uma vez adolescente quieto e retraído, sem muitos amigos, daqueles que te olham com desconfiança quando você se aproxima, cujo único refúguio era um caderno de segredos. e também alguns cigarros. e talvez um pouco de álcool – bem forte, de preferência.

aí, aconteceu então uma desgraça: ele se apaixonou pela primeira vez. o que era pra ser uma coisa boa, foi se transformando em um potencializador para a confusão que já se instalava na mente juvenil de uma pessoa de 17 anos, confusa e com medo do mundo. e que morava numa cidade pequena. e que levava “bolinhas” na escola.

pois bem. ele foi então aprendendo a duras penas a lidar com essa coisa estranha chamada amor. era contraditório, logo ele que viva se queixando por nunca ter experimentado esse sentimento, que também é, por natureza, paradoxal.

mas aí eu sei que aconteceu o seguinte: três anos pensando na pessoa. três anos querendo morrer a cada dia. três anos escrevendo em seu corpo, não fisicamente, mas internamente, as marcas daquilo que ele sentia.

na verdade, o protagonista dessa história sempre tenha sido meio auto-destrutivo, sabe. é meio que um masoquismo, mascarado por aventuras amorosas mal sucedidas, por desiluões, por traições, por desencontros.

e, além disso, ele é um especialista em auto-sabotagem. aprendeu isso aos poucos. antes que algo se torne sério, ou minimamente ameaçador, quando podia ser potencialmente perigoso, lá estava o “instinto de proteção às avessas”. meio cruel. meio egoísta. mas estava lá.

aí, quando esse rapaz já estava recuperado da pancada do primeiro amor, eis que surge uma pessoa que mexe com ele de tal forma, e com tamanha intensidade, que o aviso de auto-sabotagem simplismente pára de funcionar. e ele se entrega. de corpo e alma. com tudo. literalmente, se joga no abismo azul e escuro do amor.

foram outros três longos anos, até chegar ao fim do abismo. e, quando finalmente tocou na terra novamente, se viu um um chão repleto de espinhos gigantes, que vão arrancando pele, carne, sangue, a cada passo.

que vão dilacerando a ferida. que, impiedosos, espetam cada vez mais. e, novamente, sangue, muito sangue. a cada passo dado, um espinho é atravessado nesse corpo ferido, e ele então fecha os olhos, e têm diante de si duas opções: ou fica lá, andando em círculos, vendo seu sangue se esvair, sua carne apodrecer, os espinhos rasgando o que resta de seu, ou então ele tenta desviar, seguie em frente, porque talvez lá na frente tenha um vale verde,com um rio bonito e limpo, onde ele limpar e curar todas as feridas que foram feitas na última viagem.

a decisão dele? conto no próximo post.

“you’re the other side of the world, honey.”

05/11/2006

sometimes it hurts when you care about me
but it’s gonna hurt more when you take it from me.