Archive for junho \25\UTC 2008

trecho

25/06/2008

e essa é uma das minhas músicas preferidas de todos os tempos

” e nossa estória não estará pelo avesso
assim, sem final feliz.
teremos coisas bonitas pra contar.

e até lá, vamos viver
temos muito ainda por fazer
não olhe pra trás
apenas começamos.
o mundo começa agora
apenas começamos…”

legião urbana – metal contra as nuvens.

das cores

23/06/2008

lá onde ela mora, as pessoas sabem o nome uma das outras. lá, é “fulano da esquina”, ou “seu zé do bar”. as crianças andam com o pé no chão e brincam como crianças, realmente – de pega-pega, de corrida. se maravilham com uma cama elástica.

lá se pode ver todas as estrelas à noite. e o ar puro causa incômodo a pulmões acostumados à poluição e a vários cigarros / dia. lá se pode ouvir o barulho dos grilos, e tem o pôr-do-sol mais incrível que você pode experimentar. e a sensação de sair do carro, e deixá-lo aberto, com a chave na ignição, para jogar uma partida de sinuca valendo uma coca-cola, é coisa que me assusta.

lá você sente a terra nos pés, e se suja, e isso não é coisa ruim. e você volta a ser criança. e, estando lá, você deixa as dores pra trás, e esquece que é adulto, e que o coração anda machucado, e que dói, sempre. mas sempre há uma foto com você, no celular – malditas câmeras embutidas. mas percebe que o melhor é deixar o telefone desligado, mesmo porque lá não há sinal.

e você vai vendo que as cores vão sumindo, ou melhor, vão adquirindo outras tonalidades. e o coração dá uma trégua. você sabe que é passageiro, mas ajuda. mas as cores insistem em mudar, a todo instante. mesmo que se esforçe para o contrário.

foi um final de semana de descobertas. talvez de mim mesmo.

19/06/2008

agora tá com isso, essa merda.
ninguém merece.

17/06/2008

às vezes eu me odeio.

dica cultural – teatro

10/06/2008

sou fã da legião urbana. e não me olhe com essa cara de “nossa, legião urbana is sooo last decade”, eu tenho plena convicção de que renato russo foi um dos maiores compositores de todos os tempos do rock nacional, e a banda, apesar da sua simplicidade melódica, foi uma das melhores coisas que surgiram no brasil nas últimas décadas.

então, pois bem, depois de muito ouvir falar, a peça “renato russo”, com bruce gomlevsky, finalmente chega a vitória. uma amiga que mora em brasília assistiu à peça ano passado, quando da sua estréia, e me disse que se eu tivesse oportunidade de assistí-la, não hesitasse.

e qual não foi minha surpresa hoje, ao tomar um café no cinema da universidade, me deparar com o cartaz da peça, e o melhor, com preços super acessíveis. a produção já viajou por são paulo e rio de janeiro, e sempre recebendo boas críticas. vou comprar meu ingresso agora a tarde, e quando assistir, posto aqui sobre minhas impressões.

é bom aproveitar, ainda mais porque não é sempre que vêm peças bacanas de nível nacional a preços bem bacanas. não tem mais aquela desculpa de que “em vitória nunca tem nada cultural que preste…”

serviço

Renato Russo – com Bruno Gomlevsky
Dias 13 e 14 de junho, 21 h
Dia 15 de Junho, 19 h
Teatro Universitário – UFES
Ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia)

.

10/06/2008

amy winehouse te despreza.

03/06/2008

e sabe, se hoje eu te encontrasse eu queria saber o porquê. da saudade, da ausência, do medo. eu não ofereço risco – pelo menos não nos primeiros cinco minutos de conversa. me pague uma cerveja, e terá tempo suficiente pra se explicar. não que isso seja uma obrigação sua: tanto não é, que você não o fez. mas, muitas vezes, o bom-senso e o respeito nos pede que tenhamos atitudes que não nos são obrigatórias.

eu iria te fazer entender as coisas pelas quais passei, pra chegar até esse momento, aqui e agora. que eu tropecei, ralei os joelhos, me ferrei, mas vivi. e que uma explicação faria menos mal do que a ausência da mesma, porque deixar alguém sem explicações é cruel, e digo mais, é covarde. é a forma mais terrível que você pode usar pra dizer a uma pessoa que “acabou”. tudo dói menos: a verdade, a amor, o desamor, a traição. mas a ausência de justificativas é o pior caminho que se pode pegar. e, não obstante o gosto ruim na boca, deixa também uma sensação de que eu não fui absolutamente nada pra você, e sequer mereço uma satisfação. é também a forma mais sutil de se reduzir alguém a um monte de merda.

mas também pudera. eu queria poder esperar algo mais. mas você, que deve estar se divertindo agora em algum lugar distante daqui, não faz, nem nunca fez questão. se é que pensa e mim em algum momento, não creio sentir o mesmo que eu. porque eu fui honesto, eu coloquei as cartas na mesa. eu me mostrei, porque não tive medo. talvez devesse ter tido. talvez devesse ter mantido informações menores – nem por isso menos importantes – debaixo da mesa. ou então, devesse tê-las maquiado ou pintado com cores bonitas, com ares de carnaval.

tudo que sei, é que sinto sim, sua falta. não há como negar, mesmo porque eu não preciso fazer isso. eu vivo minha vida, cuido das minhas coisas, você cuida das suas. é a oração da gestalt, de perls, que eu li pra você a um tempo atrás. mas não me peça pra engolir tudo e montar um sorriso despretensioso. como diria renato russo, “queria ser como os outros, e rir das desgraças da vida. ou fingir estar sempre bem, ver a leveza das coisas com humor…”

02/06/2008

e agora a gente passa o tempo esperando o tempo passar…