Archive for junho \14\UTC 2009

14/06/2009

1233710-8882-atm14

e hoje ocorreu a 13ª Parada do Orgulho Gay de São Paulo. O evento é, senão o maior, uma das maiores paradas gays do mundo, e de acordo com informação divulgada pela organização, 3 milhões de pessoas eram esperadas no evento. 3 milhões, mais que o dobro população da Grande Vitória (pra quem não sabe, formada pelas seguintes cidades: Serra, Vila Velha, Cariacica, Fundão, Guarapari e a capital, Vitória).

Seria realmente um avanço gigantesco se todas as pessoas presentes na parada realmente estivessem lá para lutar pelos direitos dos homossexuais, para que todos tenham assegurado, de fato, o direito constitucional da igualdade perante o Estado e sociedade.

Não participo de paradas gays porque não gosto. Justamente porque, na minha opinião, o evento se transformou em um dia em que todos os presentes esfregam na cara das pessoas a sua sexualidade, sem um mínimo de decência e pudor. Fui uma vez só, em 2007, aqui em Vitória, e confesso que as cenas que presenciei pouco me lembravam uma manifestação em prol da igualdade e do respeito. Pelo que já ouvi de amigos a respeito da passeata de SP, não é diferente.

Vi gente urinando na frente de idosas, mostrando as genitálias para quem quisesse ver; pessoas extremamente bêbadas caídas pela rua; pessoas usando drogas indiscriminadamente; vi homens se pegando de forma tão explícita que o pouco que faltava era arrancarem a roupa e praticarem sexo ali mesmo, no meio da rua. O evento havia se transformado em uma micareta.

Não acho que faltar com respeito aos outros, praticar atos obscenos em público, e andar cambaleando de bêbado pelas calçadas seja a melhor forma de conseguir alguma visibilidade positiva, e, muito menos, desfazer a errônea imagem de “anormais”, depravados, imorais, que os homossexuais ainda possuem perante a sociedade.

Respeito se conquista com respeito ao próximo – é mostrando que, apesar das diferenças, somos pessoas normais, comuns, que trabalham, estudam, pagam contas, amam, tem dores de cotovelo, choram, e vivem. Que não interessa se você beija um outro homem ou uma outra mulher – você não é só gay 24 horas por dia e isso não te define enquanto ser humano. Além de sermos gays, somos profissionais, filhos, alguns pais, amigos, irmãos, vizinhos, conhecidos ou desconhecidos.

*

ESSE tipo de coisa, passa despercebido.

Anúncios