e assim, é aquela same old story.
só que, desta vez eu não julgo. não cabe e mim, nem a ninguém. cada um escolhe para si suas prioridades – palavra que sempre pode vir atribuída de significados mutáveis ou não, dependendo da vontade de cada um.

e, como ela disse uma vez muito bem, “a gente vai conhecendo gente. e elas são incríveis”.
aí a gente acaba gostando de ter algumas pessoas por perto, e tem vontade de conhecê-las ainda mais.
mas a gente não manda nisso sozinho. esse é um jogo que se joga a dois. mesmo que você deixe o outro jogador pensar que ele está jogando sozinho. que as cartas não estão com você.

e aí, parece um bumerangue, sabe. você lança. pode bater e ficar. e é muito bom quando isso acontece.
mas, em contrapartida, pode também bater e voltar pra sua mão. um pouquinho desgastado, claro, devido ao choque. mas nada definitivo. porque você pode dar aquela lixadinha no arranhão e deixá-lo como novo.
mas o arranhão vai estar sempre lá, mesmo que disfarçado. e, pode ter certeza, de que o bumerangue sente essa marca. ele nunca mais vai voar daquele jeito – o que não significa que ele vá voar pior. pode ser que, justo aquele rachado, era o que ele precisava para ser pleno, e voar melhor do que nunca.

e hoje, enquanto eu ia para a faculdade pela manhã, me ocorreu uma coisa.
eu gosto muito de um escritor alemão, chamado rilke. e, em uma das suas citações que eu mais gosto, ele diz que:

“não é só a inércia a responsável pela repetição dos relacionamentos humanos (…) de forma monótona e sem renovação. é o medo diante de novas e imprevisíveis experiências, para as quais acreditamos não estar preparados. mas só quem não exclui nada (…) pode vivenciar a relação com o outro como algo vivo”.

e me lembrei também de um escritor brasileiro que eu sempre leio, o edson marques. inclusive, seu blog está linkado neste, sob o título “mude”. e marques diz que “só o que está morto não muda”.

sob esse aspecto, não devemos ter medo do que nunca experimentamos. nem que algum sentimento mude. como o ato de sentir envolve pulsação, suor, sangue, ele é como uma entidade autônoma, viva.e, se é vivo, muda.

acho que, a exemplo dela, eu também consegui reunir várias pessoas num post só.


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Uma resposta to “”

  1. Edson Marques Says:

    Breno,

    Assim como você, adoro Rilke! Deveríamos ler algo dele todo dia, sempre.

    Agradeço pela citação do Mude.

    Teu texto tem bastante sentido, profundidade, e é delicioso de ser lido. Continue!

    Abraços, flores, estrelas..

    .

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