lá onde ela mora, as pessoas sabem o nome uma das outras. lá, é “fulano da esquina”, ou “seu zé do bar”. as crianças andam com o pé no chão e brincam como crianças, realmente – de pega-pega, de corrida. se maravilham com uma cama elástica.
lá se pode ver todas as estrelas à noite. e o ar puro causa incômodo a pulmões acostumados à poluição e a vários cigarros / dia. lá se pode ouvir o barulho dos grilos, e tem o pôr-do-sol mais incrível que você pode experimentar. e a sensação de sair do carro, e deixá-lo aberto, com a chave na ignição, para jogar uma partida de sinuca valendo uma coca-cola, é coisa que me assusta.
lá você sente a terra nos pés, e se suja, e isso não é coisa ruim. e você volta a ser criança. e, estando lá, você deixa as dores pra trás, e esquece que é adulto, e que o coração anda machucado, e que dói, sempre. mas sempre há uma foto com você, no celular – malditas câmeras embutidas. mas percebe que o melhor é deixar o telefone desligado, mesmo porque lá não há sinal.
e você vai vendo que as cores vão sumindo, ou melhor, vão adquirindo outras tonalidades. e o coração dá uma trégua. você sabe que é passageiro, mas ajuda. mas as cores insistem em mudar, a todo instante. mesmo que se esforçe para o contrário.
foi um final de semana de descobertas. talvez de mim mesmo.

23/06/2008 às 6:01 AM |
É bom saber que ainda que meio que em extinção, mas esses locais ainda existem. Espero que a magia que existe no interior do Brasil, possa devagar “contaminar” a cidade grande… Sonhar não custa nada…
Viajo muito, tenho sentido falta das minhas viagens interioranas. As vezes, em algumas cidades, ou seriam vilarejos, nem parece que estamos no Brasil de Nardonis, Collor, PCs, Globo, Vivo etc.
Precisamos muito da quietude e devemos buscá-la e valorizá-la!
23/06/2008 às 11:17 PM |
onde vc foi, mariod?
adoro interior!
24/06/2008 às 9:52 PM |
soh as crianças q se maravilham com uma cama elástica, kerido? beijosmelevanaproxima!
08/07/2008 às 1:24 PM |
see?